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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

ATENÁGORAS DE ATENAS_TRINDADE

 12 citações contra a sodomia que todos os católicos deveriam conhecer

Pai Grego e sua defensa da Doutrina Cristã da Trindade

 

Atenágoras escreveu para os imperadores Marco Aurélio e a seu filho Cômodo, por volta, provavelmente, do ano 177 a.D.

Os cristãos eram acusados de ateísmo e outros, por conseguintes sentenciados a morte. O grande apologista Atenágoras escreveu para estes imperadores orientando-os primeiramente a entender as acusações e não meramente condenar os acusados só porque usam o nome de “cristão”. Ele escreveu aos imperadores: “Com efeito, vossa justiça não diz que, quando se acusa a outros, não se pode condená-los antes de tê-los interrogado? Quanto a nós, porém, vale mais o nome do que as provas do julgamento, pois os juízes não buscam averiguar se o acusado cometeu algum crime, mas tratam-no com insolência por causa do nome [cristão], como se fosse crime” (PADRES APOLOGISTAS, posição 178,9/521, (epub). Editora Paulus).

Sem entrar em detalhes aqui, nos reservamos a postular que Atenágoras esclarece que “os cristãos não são ateus, mas adoram o Deus único, criador do universo. O Deus dos cristãos é único, mas também Trino”. Notem, que alguns desinformados atualmente creditam o ensino da Trindade a Igreja Romana e a Constantino (272–337 a.D.). Esses desinformados distorcem totalmente a verdade histórica para confundir e aliciar com seus falsos ensinos os desavisados e instáveis na fé doutrinal. Nós cristãos acreditamos que existe UM SÓ Deus subsistente eternamente em TRÊS PESSOAS. Rejeitamos o Triteísmo que ensina três deuses, e abraçamos a doutrina da Trindade que ensina Três Pessoas numa única essência ou Divindade – um ÚNICO DEUS!

O ateísmo do qual os cristãos eram acusados orbitava no entendimento dos cristãos em não oferecer sacrifícios aos deuses. Atenágoras escreve: “Os cristãos não oferecem sacrifícios não porque são ateus, mas porque o Deus verdadeiro só aprecia sacrifícios espirituais. Se eles se recusam a cultuar os deuses, é porque os julgam indignos de qualquer espécie de culto”. Os cristãos, segundo Atenágoras, praticam um culto mais puro, mais elevado e perfeito que os pagãos (caps.4-30).

Algumas citações do grande apologista Atenágoras de Atenas servem-nos para finalizar esse nosso conciso artigo:

“[...] nossa doutrina admite UM só Deus, Criador de todo este mundo, e Ele não foi criado — pois não se cria o que Existe, mas o que não existe —, e sim Ele é Criador de todas as coisas por meio do Verbo que d’Ele procede” (posição 195,4/521, epub).

Na parte Afirmação da Fé Monoteísta e Trinitária, escreve Atenágoras:

Desse modo, fica suficientemente demonstrado que não somos ateus, pois admitimos UM só Deus, incriado, eterno, e invisível, impassível, incompreensível e imenso, compreensível à razão só pela inteligência, rodeado de luz, beleza, espírito e poder inenarrável, pelo qual tudo foi feito através do Verbo que d’Ele vem, e pelo qual tudo foi ordenado e se conserva. De fato, d'Ele vem, e pelo qual tudo foi ordenado e se conserva. De fato, reconhecemos também um Filho de Deus. E que ninguém considere ridículo que, para mim, Deus tenha um Filho. Com efeito, nós não pensamos sobre Deus, e também Pai, e sobre Seu Filho como fantasiam vossos poetas, mostrando-nos deuses que não são em nada melhores do que os homens, mas que o Filho de Deus é o Verbo do Pai em ideia e operação, pois conforme a Ele e por Seu intermédio tudo foi feito, sendo o Pai e o Filho UM SÓ [DEUS]. Estando o Filho no Pai e o Pai no Filho por UNIDADE e poder do espírito, o Filho de Deus é inteligência e Verbo do Pai. (posição 204,5 e 205,1/521).

É notório que para o grande Atenágoras o Pai e o Filho são UM Só Deus verdadeiro! O bispo de Atenas não separa a UNIDADE das Pessoas e nem as confunde como fazem os hereges. Nós, cristãos, postulamos que o Pai não é o Filho e que o Filho não é o Pai e que nem o Pai e o Filho são o Espírito, mas entendemos que na UNIDADE simples e indivisível da Divindade subsiste eternamente o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Com os Pais e todos os cristãos adoro a Unidade da Trindade e a Trindade na Unidade!

Glórias a Pai!

Glórias ao Filho!

Glórias ao Espírito Santo!

 

Ivan Teixeira


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

JESUS É DEUS_SANTO IRENEU_PEQUENA INTRODUÇÃO

 

Qualquer pessoa que nega essa verdade é inimiga do Evangelho!

(Introdução da visão de Santo Ireneu sobre a Divindade do Senhor Jesus)

 

Certos hereges atualmente tentam manipular e omitir dados históricos quando afirmam que a ideia de que Jesus é Deus foi uma postulação posterior no IV século com Constantino e outros de Roma – já ouvimos muitos dizerem: “Trindade é coisa da Igreja Romana e de Constantino” e etc.,. Esses hereges dão um salto gigante e manipulador em 200 anos iniciais de História da Igreja, ignorando vários Pais da Igreja propositalmente, para enganar os incautos e desavisados com suas afirmações esdrúxulas e heréticas.

Para deixar claro a manipulação dos dados históricos pelos hereges atuais, citou Santo Ireneu, um dos grandes Pais apologistas (defensores da Fé Bíblica) na defesa da plena Divindade do Verbo.

Santo Ireneu (Irineu) não era romano, mas foi um bispo grego, teólogo e escritor, nascido em Esmirna(?) na Ásia Menor (atual Turquia de hoje). Nasceu em 130 d.C., e morreu na atual cidade de Lyon, na França, em 202 d.C., onde foi bispo. Foi discípulo de São Policarpo, que, por sua vez, conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista. Santo Ireneu foi um dos grandes defensores da fé evangélica, combateu assídua e corajosamente o gnosticismo e os hereges como Valentim (100–160 d.C).

Para vocês terem uma ideia do que o grande Santo Ireneu combateu, nota-se que os valentinianos defendiam, por exemplo, que havia um lugar de plenitude chamado PLEROMA, que era habitado por seres divinos, os Éons. Um desses Éons teria criado o mundo corruptível e mortal, o mundo visível, tal como o conhecemos. Pois bem, Jesus Cristo, para os valentinianos, teria recebido, no momento de seu batismo (quem lembra que certo pregador dos Gideões ensinou isso?), a infusão de outro Éon, que teria um plano salvador para os homens. Nas palavras de Cristo reproduzidas nos Evangelhos, esse Éon teria deixado as “pistas”, o “caminho” para se conhecer o Pleroma, isto é, para se poder habitar o mundo da plenitude dos seres perfeitos.

O grande apologista destacou que o Verbo encarnou não numa pessoa qualquer, mas numa natureza preparada e gerada pelo Espírito Santo. Pois, como disse Santo Ireneu: “[...] como poderia uma criatura separada e infinitamente distanciada do Pai, sustentar o Verbo?”; Desbancando os hereges gnósticos e os valentinianos, Santo Ireneu escreveu: “Como poderia uma criação exterior ao Pleroma conter Aquele que contém todo o Pleroma?” (Adv. Haer. V, 18.1). Aqui Ireneu, no meu ver, faz eco as palavras do apóstolo Paulo e do apóstolo João: Colossenses 1.19: “porque aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a PLENITUDE (gr. πλήρωμα)”; João 1.16: “Porque todos nós temos recebido da Sua PLENITUDE (gr. πληρώματος), e graça sobre graça”. Jesus, o Cristo, meus irmãos não era um mero Éon do Pleroma, mas Aquele que contém TODO o Pleroma da Divindade. Ele não é apenas divino ou como alguns sorrateiramente dizem: “Filho de Deus [apenas]”, ou mesmo uma fagulha do Pleroma, mas o próprio Deus-Pleroma. JESUS É DEUS EM SUA PLENITUDE!

Santo Ireneu identificou nos argumentos valentinianos uma série de graves consequências. Uma delas foi a pressuposição de duas divindades rivais, o criador do mundo corruptível e o salvador. Essa posição dos gnósticos precisava ser refutada, segundo Ireneu, porque eram contrárias, por exemplo, ao dogma da Trindade, que admite a coexistência de Três Pessoas na figura de UM SÓ DEUS, e também ao dogma da Encarnação e da Ressurreição, que admite que o Ser Divino na Pessoa do Verbo (Logos) encarnou no mundo perecível e abriu, neste mundo, a via da redenção dos pecados.

Santo Ireneu afirmou a encarnação do Verbo na carne humana da virgem Maria, Sua morte física e ressurreição corporal no Seu tabernacular entre nós. Ensino negado pelos gnósticos de sua época, bem como da época do apóstolo João (1João 5.6-12). Ele escreveu também que: “Assim como Eva foi seduzida pela fala de anjo e afastou-se de Deus, transgredindo a Sua Palavra, Maria recebeu a boa-nova pela boca de anjo e trouxe DEUS em seu seio, obedecendo à sua palavra” (Adv. Haer. V, 19.1). Jesus é claramente Deus!

Santo Ireneu escreveu concordando que Jesus era Deus citando o apóstolo João: “[...] Também João, o discípulo do Senhor, afirma tudo isso, quando diz no seu Evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e O VERBO ERA DEUS. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito” (Adv. Haer. V, 18.2).

No Volume V de sua grande obra Contra as Heresias 18.3, Santo Ireneu escreveu: “O verdadeiro Criador do mundo é o Verbo de Deus. Este é nosso Senhor, que nos últimos tempos se fez homem, Ele que já estava no mundo e invisivelmente sustenta todas as coisas criadas e está impresso em toda a criação, como Verbo de Deus que tudo governa e dispõe; [...]”(Adv. Haer. V, 18.3).

Concluo com as claras palavras de Santo Ireneu postulando que Jesus não é meramente um filho de Deus, mas Deus: “Esta vinda visível do Verbo, Davi a anunciou, quando disse: “O nosso DEUS virá de maneira manifesta e não se calará.” E depois anunciou o julgamento que ELE traria, dizendo: “O fogo arderá diante d’Ele e à Sua volta se lançará a tempestade. Chamará os céus do alto e a terra para julgar o seu povo” (cf. Salmo 50.2,3,4) (Adv. Haer. V, 18.3).

Claramente para o grande bispo Ireneu Jesus era Deus, o Verbo que esteve entre nós por meio da Virgem que nela o Espírito Santo gerou a humanidade da encarnação. Ele não recebeu nenhum Éon no batismo. O Verbo não tinha nenhuma fagulha do Pleroma, mas Ele é o Pleroma da Deidade. Negar a Divindade de Jesus Cristo é negar uma das doutrinas pelas quais o Cristianismo está de pé ou caído.

Como cristão rejeito peremptoriamente qualquer ensino que distorça a verdade fundamental de que Jesus é Deus. Tenho como inimigos do evangelho qualquer pastor, bispo, presbítero e seja lá o que for que nega o claro ensino da Bíblia sobre a plena Divindade do meu Senhor Jesus!

Só Deus é digno de toda adoração! Jesus é o Cordeiro digno de toda adoração nos céus (Apocalipse 5)!

 

Ivan Teixeira

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

PENTECOSTALISMO HAGIOMÁTICO: O Coração da Doutrina da Salvação.


Santificação como Preocupação de Doutrina

Para os pentecostais, a santidade é o coração da doutrina da salvação. Entende-se, que, se você é salvo deseja a santificação. O coração da vida cristã pulsará ardentemente por santificação. Essa santificação advém da “comunhão do Espírito Santo” sob os auspícios da predestinação do Pai para que todos os Seus filhos e filhas se tornem semelhantes a Jesus (Romanos 8.29). Em outras palavras, o Espírito Santo burila os filhos e filhas de Deus até que se tornem semelhantes a Jesus. Essa semelhança com Cristo é resultado da obra do Espírito Santo na vida de todos os que creem em Jesus. Essa obra pode ser chamada de “o Fruto do Espírito Santo” (Gálatas 5.22). O “fruto do Espírito” nada mais é do que o caráter de Cristo sendo formado nos filhos e filhas de Deus. Tal formação, caráter ou semelhança com Cristo tornar-se-á uma obra finalizada, visto que a santificação é um progresso, por ocasião da Vinda do Senhor Jesus quando todos os filhos e filhas de Deus o verem como Ele é (1João 3.2).
Apesar de alguns postulados básicos, os pentecostais mantêm visões diferentes sobre o lugar e o efeito da santificação na ordem da salvação. Mais visivelmente, pentecostais estão divididos sobre a recepção exata da santificação como uma obra da graça; aqueles que seguem a tradição Wesleyana da Santidade falam da santificação como a experiência de uma 'segunda bênção' (subsequente à regeneração) enquanto outros seguem a visão reformada da santificação progressiva através da vida do crente[1].
Vale pontuar que cada alternativa se origina da experiência e práticas tradicionais, seja em aprovação da ideia ou na rejeição da convicção do outro grupo. As articulações doutrinais mais imediatas da santificação entre os Pentecostais Clássicos emergiram do Movimento de Santidade do século XIX, embora as raízes do ensino pentecostal remontem ao pietismo luterano no final do século XVI e início do século XVII,[2]. A controvérsia teológica do movimento é mais evidente nos debates em torno do ensinamento de John Wesley de que a “inteira santificação” ou “completa perfeição” é atingível na vida presente[3]. Alguns Pentecostais Clássicos abraçaram a noção de que a “inteira santificação” pode ser recebida como uma segunda obra da graça ou uma segunda bênção após a conversão. Para outros, essa experiência tornou-se sinônimo de justificação, por um lado, ou batismo do Espírito, por outro. Como um postulado do evangelho pleno ou quíntuplo (Jesus salva, santifica, cura, batiza e voltará), a santificação permanece um momento teologicamente distinto no caminho da salvação.
Tendo esclarecido estes distintivos históricos, pontuamos que a santificação, no desenvolvimento teológico do pentecostalismo, é vista como uma posição (somos santos em Cristo!), um processo (estamos sendo santificados!) e um alvo (seremos plenamente santificados e glorificados em Cristo!). Tudo isso por meio do Espírito Santo que habita gloriosamente em todos os que estão em Cristo Jesus.


[1] Menzies, William W., ‘Non-Wesleyan Pentecostalism: A Tradition’, AJPS 14, no.2 (2011): 187–98. Apud VONDEY, Walfgang. Pentecostal Theology: Living the Full Gospel, p.107. (minha tradução e paginação em PDF).
[2] See Melvin Dieter (ed.), The 19th-Century Holiness Movement, vol. 4 of Great Holiness Classics (Kansas City, MO: Beacon Hill, 1998). Cf. Roger E. Olson, ‘Pietism and Pentecostalism: Spiritual Cousins or Competitors?’ Pneuma 34, no. 3 (2012): 319–44.
[3] See Robert Webster, ‘The Holy Spirit and the Miraculous: John Wesley’s Egalitarian View of the Supernatural and Its Problems’, in The Holy Spirit and the Christian Life: Historical, Interdisciplinary, and Renewal Perspectives, ed. Wolfgang Vondey, CHARIS 1 (New York: Palgrave Macmillan, 2014), 143–59.

domingo, 15 de abril de 2018

A TRINDADE E A SUBORDINAÇÃO



Uma das mais absurdas e comuns de todas as heresias é o subordinacionismo. O subordinacionismo coloca uma ou duas pessoas na divindade em um nível inferior ao outro. Esta é a subordinação das pessoas. Geralmente, é o Filho ou o Espírito ou ambos subordinados ao Pai. Um unitarismo implícito geralmente está em segundo plano. Na heresia de Joaquim, o Pai e o Filho estavam subordinados ao Espírito. De Marcion até o presente, mais do que alguns poucos têm rebaixado o Pai, como supostamente representando a lei contra a graça (o Filho), ou o amor (o Espírito).
Em todo e qualquer caso, a subordinação mina e finalmente destrói a fé bíblica. Entregar-se a qualquer grau de subordinação das pessoas da Divindade é negar a unidade da Trindade e o fato do ser de Deus.
Outra forma de pensamento subordinacionista é a subordinação de atributos. Já observamos uma forma disso, isto é, colocar graça, lei e amor em diferentes níveis e como supostamente contraditório. Muito comumente, o subordinacionismo trata a lei ou a justiça de Deus como de algum modo um atributo inferior e a graça como um atributo superior. A pressuposição em tal pensamento é que existem contradições entre a justiça e a graça e, portanto, as contradições estão implícitas no ser de Deus. Para Marcion, essas contradições eram a base de sua teologia, que, portanto, só podia traduzir as Escrituras e usar uma parte para descartar o resto. Aqueles que professam seguir o “cristianismo do Novo Testamento” não apenas implicitamente ou explicitamente negam a Trindade, como fazem os campbellistas, mas também colocam vários atributos de Deus uns contra os outros. Em vez de uma unidade da Divindade, o subordinacionismo postula uma guerra dentro da Divindade.
Além disso, o subordinacionismo repousa em equívocos e absurdos sérios. Instituir graus e gradações no ser de Deus é postular uma impossibilidade. No homem, tais graus são inescapáveis. Um homem pode ser um pensador competente, um mecânico pobre e um corvo como cantor: ele é uma criatura e suas limitações são muitas. Mas a perfeição é um atributo de Deus. Nenhuma parte de Deus pode ser menos que Deus. Implícito em toda subordinação está a suposição de que um aspecto do ser de Deus é menor do que outro, e básico para tal suposição é o pensamento antropomórfico. Assume que Deus é como nós, algo que Deus denuncia: “pensavas que Eu era totalmente semelhante a ti mesmo” ( Sl 50:21).). Deus, em Sua economia, ou em Seus trabalhos, pode instituir um relacionamento pelo qual, em épocas diferentes, cada pessoa da Trindade age de maneira adiantada ou anterior. Estes são os aspectos econômicos da Trindade; quando falamos da Trindade ontológica , não podemos falar de qualquer subordinação. Deus em si mesmo é um Deus, três pessoas, com a mesma substância, poder e glória. A Trindade no próprio ser de Deus é sem subordinação. A Trindade em ação, a Trindade econômica, pode ver pessoas diferentes da Trindade, dependendo do contexto da história, tendo prioridade, como na criação, na expiação e no Pentecostes. A economia da Trindade não altera Seu ser ou ontologia.
Sem a doutrina da Trindade, não há cristianismo. Além da Trindade, não há Deus. Sem essa doutrina, o pensamento do homem enfrenta um beco sem saída e uma incapacidade de explicar os fatos da unidade e da pluralidade. A realidade da unidade na criação, e a realidade da particularidade ou individualidade, repousa sobre o fato da Trindade. O Deus Triúno é o Eterno Um-e-Muitos, e a base para a possibilidade de um e-muitos criados ou temporais. Nem a particularidade nem a unidade são ilusões, como têm sido nas religiões e filosofias não-cristãs, porque em Deus mesmo temos unidade e particularidade. Como Van Til apontou,
Usando a linguagem da questão do Um-e-Muitos, afirmamos que em Deus o um e os muitos são igualmente finais. A unidade em Deus não é mais fundamental que a diversidade, e a diversidade em Deus não é mais fundamental que a unidade. As pessoas da Trindade são mutuamente exaustivas uma da outra. O Filho e o Espírito estão ontologicamente no mesmo nível do Pai. É um fato bem conhecido que todas as heresias da história da igreja têm, de alguma forma ou de outro subordinacionismo ensinado. Da mesma forma, acreditamos, todas as "heresias" na metodologia apologética surgem de algum tipo de subordinacionismo. 2.

A Trindade nos dá uma particularidade concreta, universal e concreta, enquanto o pensamento não-cristão permanece abstrato.
Onde o subordinacionismo prevalece, as consequências são mais que teológicas: são práticas, políticas, eclesiásticas e sociais. O pensamento subordinador tem sido básico para o cesaropapismo. Em Bizâncio, na Europa medieval e no mundo moderno, falsas noções da Divindade levaram a falsas visões de unidade. A ideia de centralização estatista de poderes (e centralização eclesiástica) baseou-se em uma teologia do subordinacionismo. A ascensão do unitarismo foi o triunfo da unidade estatista ou do totalitarismo. Dar prioridade ao ser de Deus Pai significava a prioridade da criação à redenção. O Estado era visto como uma ordem da natureza e, portanto, anterior e mais básica do que o fator posterior e “adicional” da graça. Por isso, o Estado reivindicou a prioridade e viu-se como o princípio da unidade.
Subordinação de pessoas ou atributos significa também uma religião limitada. Assim, aqueles que veem a graça como lei básica e subordinada e outros atributos da graça, enfatizarão principalmente a salvação. Os requisitos mais amplos da Palavra de Deus são ignorados. A política torna-se quase uma preocupação não cristã ou anticristã (enquanto que, para a mentalidade unitarista, a ênfase da salvação torna-se uma neutralização do homem). O subordinacionismo, portanto, limita o cristianismo porque começa limitando Deus. A conclusão do subordinacionismo é a destruição da fé bíblica. É compreensível assim porque Bavinck declarou:
Assim, a confissão da trindade é a soma da religião cristã. Sem ela nem a criação nem a redenção nem a santificação podem ser puramente mantidas. 3.

Em essência, o subordinacionismo é anti-teísta: repousa sobre um princípio anti-Deus. No subordinacionismo, uma ideia, ou princípio, um universal, ou uma lei, governa sobre o deus e é o deus real. Essa ideia pode ser derivada da Bíblia, como soberania, domínio, graça ou lei. Torna-se o único princípio mestre em termos do qual Deus é entendido e determinado. É então a ideia que governa Deus, e nós somos os pensadores da ideia. Por meio de nossa honrosa ostensiva de Deus, nós O negamos e exaltamos nosso próprio raciocínio. Van Til declarou o assunto claramente:
Podemos, portanto, falar do “sistema de verdade” contido na Escritura somente se tivermos o cuidado de observar que suas várias doutrinas não devem ser obtidas por dedução de algum conceito mestre. Não há dúvida de que há consonância entre a “doutrina de Deus”, a “doutrina do homem” e a “doutrina de Cristo”, conforme encontrada nas Escrituras. Mas mesmo quando unidos e vistos em total harmonia, essas e outras doutrinas juntas não começam a esgotar as riquezas da revelação de Deus para o homem através de Cristo e Seu Espírito. 4.

Não há verdade nem sistema de verdade sobre Deus; não podemos subordinar Deus a qualquer ideia de verdade ou a qualquer aspecto de Seu ser.

Notas:
2.  VAN TIL, Cornelius: The Defense of the Faith. (Philadelphia, PA: Reformed and Presbyterian Publishing Company, 1955.) See also R. J. Rushdoony: The One and the Many. (Nutley, N. J.: The Craig Press, 1971.).
3.  BAVINCK, Herman: Our Reasonable Faith. (Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1956.) p.161.
4.  VAN TIL, Cornelius: Defense of the Faith. (Nutley, N. Y.: Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1967.) p.7. Third Edition revised.

RUSHDOONY, Rousas John. (1994). Systematic Theology in Two Volumes (Vol.1). Vallecito, CA: Ross House Books.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

CONHECENDO AS DOUTRINAS DA BÍBLIA


Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

A teologia, sobre a qual versa este livro, no sentido etimológico, é: "o assunto acerca de Deus", assunto o mais elevado de que é capaz de se ocupar a mente humana. Vários métodos de teologia têm sido propostos, como sejam: especulativo, deístico, racionalista, dogmático e místico.Esses têm conduzido os homens a conclusões contrárias às Escrituras, conclusões que violam ao mesmo tempo a nossa natureza moral.

O método teológico, que ao mesmo tempo honra as Escrituras e também satisfaz à alma do homem é o método indutivo, tal qual o autor deste livro, Myer Pearlman, o emprega. A Bíblia é para o teólogo o que a natureza é para o homem de ciência. É sua fonte de fatos concretos. O teólogo reverente adota, para averiguar o que a Bíblia ensina, o mesmo método que o filósofo adota para averiguar o que a natureza ensina.

Nesse processo, que requer grande diligência, precaução e exaustivo trabalho, derivam-se os princípios dos fatos, e não os fatos dos princípios. Os grandes fatos da Bíblia devem ser aceitos tais quais são, e deles edificar-se o sistema teológico, a fim de abraçá-lo na sua integridade.

BAIXE O LIVRO AQUI ↡↡↡↡

CONHECENDO AS DOUTRINAS DA BÍBLIA - Myer Pearlman